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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sinapses






Trabalhar com a identidade do professor no século XXI e sua função no âmbito escolar me fez perceber que nossa função não é de SERVIR a sociedade com soluções educacionais e sim PENSAR, CRIAR e APLICAR um novo saber educacional a partir de nossas reflexões e de nossa realidade escolar! Não somos meros reprodutores do saber e sim PRODUTORES DE SABER! Se amo o que faço é pelo simples fato de PENSAR SOBRE O QUE FAÇO!


domingo, 18 de março de 2012

Movimento de Valorização a Educação e Leitura!



Quantas pessoas será que conseguirão ler esta mensagem até o fim? Quantas será que irão curtir? Quantas será que irão compartilhar?

"Por isso que nosso país está repleto de pessoas que não ouvem quando falamos sobre assuntos que levam ao pensar, não sabem o que falar quando são questionados por não ter uma base mínima e não vêem soluções quando estas exigem um pouco de raciocínio lógico!
Se a leitura aqui no Brasil fosse valorizada, os livros mais baratos e o corpo docente brasileiro fosse formado (em sua maioria) com professores leitores/escritores, o sonho de nossos alunos seria:

Integrar ao grupo acadêmico de pesquisa e não a um time de futebol;

O discurso dos adolescentes estariam calcados em pesquisas acadêmicas e não nas noticias instantâneas do yahoo; 

A televisão iria investir em programas culturais e não na próxima versão do BBB!

BRASIL! Aposte na leitura e dai SIM terás um país rico e sem pobreza!"

VAMOS FAZER UM MOVIMENTO QUE VALORIZE A EDUCAÇÃO E A LEITURA!

Kate Fabiani Rigo 
Professora da Rede Particular de Ensino, de Pós Graduação e Doutoranda em Religião e Educação.

domingo, 14 de agosto de 2011

Professor: Penso, logo desisto?

Estas são algumas fotos da apresentação do meu grupo de teatro: "Grupo Cemiterium" em Barros Cassal com a peça sobre os professores.
Raphaela como uma professora de Arte que ama decoração de interiores

Guilherme e Kenya como professores que estão cansados de suas rotinas!

Uma sala de professores cheia de emoções

Grupo Cemiterium: Teatro e Pesquisa

segunda-feira, 7 de março de 2011

O Rio Grande e suas lendas!


*Esta peça de teatro foi escrita em 2009 para apresentação em um Sarau em homenagem ao Rio Grande do Sul.
Cena 1
As quatro meninas entram de pijamas, almofadas e com seus ursinhos de pelúcias. Organizam-se em uma meia lua e começam a conversar.
Ingrid: Ai gurias! Que bom que vocês puderam dormir aqui em casa!
Mara: É verdade, finalmente poderemos ficar até tarde conversando!
Paola: Bom, a minha mãe só deixou porque eu disse que nós tínhamos um trabalho para fazer!
Maria: A minha também! Falando nisso, já decidimos qual das lendas iremos usar no nosso trabalho!
Ingrid: Não, nem pensei nisso!
Mara: Eu já pensei em uma!
Paola: Eu também! Espero que não seja a mesma!
Maria: Então poderíamos fazer uma seção de lendas!
Ingrid: Claro, contamos umas para as outras e decidimos qual iremos apresentar para o resto da turma.
Paola: Eu quero começar com a minha!
Mara: Depois serei eu, pois a minha é super interessante!
Ingrid: E eu serei da comissão julgadora, afinal estamos no meu quarto, assim terei o poder da decisão!
*Mara faz uma cara de deboche, levanta e diz:
Maria: PODER DA DECISÃO!!!! Nossa, como você é importante!!!
Todas começam a rir, menos Ingrid.
Paola: Ta, vamos começar nossa seção de histórias!
Bom, a minha é conhecida como o Boitata!!!
Maria: O que, um boi que se chama Tatá?
Mara: Que história é essa?
Paola: Se vocês ouvirem, irão saber.
Ingrid: Começa logo Paola, temos ainda que ouvir as outras história.
Cena 2
Paola: Ta, certo vou começar:
Segundo o meu tio Alfredo, em tempos muito antigos, que a gente nem era nascida ainda, houve um grande dilúvio, que afogou os campos mais altos. Pouca gente e poucos bichos escaparam- quase tudo morreu.
Mara: Pobrezinho dos bichinhos!!!!
Ingrid: Cala boca Mara, deixa eu ouvir a história.
Paola: Mas a cobra-grande, chamada pelos índios de Guaçu-boi, escapou. Tinha se enroscado no galho mais alto da mais alta árvore e lá ficou até que a enchente deu de si as águas demoraram a baixar e tudo foi serenando, serenando... Vendo aquele mundaréu de gente e de bichos mortos, a Guaçu-boi, louca de fome, achou o que comer. Mas uma coisa estranha aconteceu!!! * Paola fica em silêncio olhando para o nada.*
Mara: Vamos Paola fala!
Paola olha para suas amigas com olhar de espanto e diz:
Paola: Ela só comia os olhos dos mortos. Segundo o meu tio, parece que os viventes daquela região, gente ou bicho, quando morrem guardam nos olhos a última luz que viram. E foi essa luz que a Guaçu-boi foi comendo, foi comendo...
Ingrid: Que nojo!
Paola: Mas foi com isso que com tanta luz dentro, ela foi ficando brilhosa, mas não de um fogo bom, quente e sim de uma luz fria, meio azulada. Parece que tantos olhos comeu e tanta luz guardou, que um dia a Guaçu-boi arrebentou e morreu, espalhando esse clarão gelado por todos os rincões. Os índios, quando viam aquilo, assustavam-se, não mais reconhecendo a Guaçu-boi. Diziam, cheios de medo: "Mboi-tatá! Mboi-tatá!", que lá na língua deles quer dizer: Cobra de fogo! Cobra de fogo! E até hoje o Boitatá anda errante pelas noites do Rio Grande do Sul.
Mara: Cruzes!!! Espero que não seja por perto das ruas de Porto Alegre!
Paola: Parece que ela ronda os cemitérios e os banhados, e de onde sai para perseguir os campeiros. Os mais medrosos disparam, mas para os valentes é fácil: basta desaprilhar o laço e atirar a armada em cima do Boitatá. Atraído pela argola do laço, ele se enrosca todo, se quebra e se some.
Maria: Nossa, essa história é bem legal! Até me deu medo!
Mara: Também, com a cara que a Paola fez, qualquer um ficaria com medo!
Paola: Engraçadinha! Quero ver se a tua história é melhor do que a minha!
Mara: Claro que é, pois a minha fala de uma história de amor e não de uma cobra maluca que devora os olhos das pessoas!
Ingrid: Ta, sem discussões! Vamos ouvir a tua história e depois decidiremos quem contou melhor!
Cena 3
Mara: Bom a minha história eu consegui na internet, mas eu a achei tão linda que resolvi trazê-la para vocês poderem conhecê-la, é a história do João de Barro.
Contam os índios que, há muito tempo, numa tribo do sul do Brasil, um jovem se apaixonou por uma moça de grande beleza. Melhor dizendo: apaixonaram-se. Jaebé, o moço, foi pedi-la em casamento. O pai dela perguntou:
- Que provas podes dar de sua força para pretender a mão da moça mais formosa da tribo?
- As provas do meu amor! - respondeu o jovem.
O velho gostou da resposta mas achou o jovem atrevido. Então disse:
- O último pretendente de minha filha falou que ficaria cinco dias em jejum e morreu no quarto dia.
- Eu digo que ficarei nove dias em jejum e não morrerei.
Paola: Nove dias sem comer!!!! Isso sim que é amor, eu não fico nem 9 horas sem uma bolachinha!!!
Ingrid: Como eu digo: Só o amor destrói!
Maria: Fiquem quietas meninas estou gostando deste bravo índio!
Mara: Toda a tribo se espantou com a coragem do jovem apaixonado. O velho ordenou que se desse início à prova.
Enrolaram o rapaz num pesado couro de anta e ficaram dia e noite vigiando para que ele não saísse nem fosse alimentado. A jovem apaixonada chorou e implorou à deusa Lua que o mantivesse vivo para seu amor. O tempo foi passando. Certa manhã, a filha pediu ao pai:
- Já se passaram cinco dias. Não o deixe morrer.
O velho respondeu:
- Ele é arrogante. Falou nas forças do amor. Vamos ver o que acontece.
E esperou até até a última hora do novo dia. Então ordenou:
- Vamos ver o que resta do arrogante Jaebé.
E quando todos se reuniram para ver o que tinha acontecido com o corajoso e apaixonada Jaebé....* Mara fica faz uma pausa.
Paola: Vamos, conta logo
Ingrid: Já sei, ele morreu!
Maria: Que horror, pára com esse pensamento negativo, o nosso índio fortão não pode morrer!
Paola e Ingrid: Fortão? Ahahahaha! Tu te empolgou com a história!!!ahahha
Maria: Parem de rir, eu apenas estou torcendo pelo amor!!!
Mara: Deixem eu terminar. Com eu estava dizendo....
.... quando abriram o couro da anta, Jaebé saltou ligeiro. Seu olhos brilharam, seu sorriso tinha uma luz mágica. Sua pele estava limpa e cheirava a perfume de amêndoa. Todos se espantaram. E ficaram mais espantados ainda quando o jovem, ao ver sua amada, se pôs a cantar como um pássaro enquanto seu corpo, aos poucos, se transformava num corpo de pássaro!
Ingrid: Que azar da índia!
Mara: E exatamente naquele momento, os raios do luar tocaram a jovem apaixonada, que também se viu transformada em um pássaro. E, então, ela saiu voando atrás de Jaebé, que a chamava para a floresta onde desapareceu para sempre
Contam os índios que foi assim que nasceu o pássaro joão-de-barro.
A prova do grande amor que uniu esses dois jovens está no cuidado com que constroem sua casa e protegem os filhotes. E os homens amam o joão-de-barro porque lembram da força de Jaebé, uma força que vinha do amor e foi maior que a morte.
Cena 4
Maria: Ai que romântico! Eu também queria encontrar um guri que fizesse uma linda casa para mim!!!!
Mara: Daí gostaram? O que vamos fazer agora?
Maria: Eu voto pela história de amor!
Ingrid: Bom, as duas histórias são bem interessantes e as duas mostram a lendas que surgiram no Rio Grande do Sul!
Paola: Eu acho que seria legal mostrar as duas!
Maria: Ainda mais que não são todas as pessoas que sabem sobre estas histórias!
Ingrid: muito menos os nossos coleguinhas que não são nem um pouco “iluminados”
Mara: Vamos fazer o seguinte, vamos apresentar as duas e mostrar que o nosso estado não é feito apenas de histórias de guerra.
Maria: E sim, composto por histórias que falam do amor verdadeiro
Ingrid: E de histórias de sobrevivência.
Paola: E são estas coisas que marcam o povo de nossa terra: É UM POVO LUTADOR QUE BATALHA POR SUA SOBREVIVÊNCIA COM AMOR!
*Todas levantam e agradecem ao público.
OBS: As histórias devem ser contadas com ênfase e preferencialmente de pé! Isso para que possa interagir melhor com o público. As trocas de cena podem ser marcadas com a alternância de cores da iluminação cênica.
Autoria da Kate Fabiani Rigo

Projeto Caminhando Contra o Vento



Disciplinas:
História, Português, Ed. Física e Geografia
Público Alvo:
alunos de 8 séries
 Duração:
24 períodos
Objetivo Geral:
Trabalhar com a história do Regime Militar Brasileiro a partir de uma reconstrução do período nas aulas de história.
 Objetivos Específicos:
·         Trabalhar de uma maneira diferenciada o regime militar no Brasil e seu contexto mundial
·         Estimular o pensamento crítico dos alunos
·         Criar um momento de reflexão e interação entre as duas turmas de 8ªs série
·         Estimular a criatividade e a organização do grupo

Justificativa:
Sabendo que o período militar no Brasil é bastante peculiar em relação aos demais momentos de nossa história e que ao mesmo tempo é uma época marcada por muitas informações, datas e inovações, pensou-se em trabalhar este conteúdo de forma também bastante peculiar.
Recriar o período militar em sala de aula seria uma maneira de fazer nossos alunos reviverem este período que marcou a vida de tantas pessoas por meio de sua repressão, pelo desenvolvimento técnico, por sua prática pedagógica e acima de tudo por suas músicas.
Os alunos viveriam duas realidades ambíguas deste período: a sala de aula do período militar, onde os alunos agiriam como os alunos da época e a didática seria tradicional sem liberdade de expressão e de opinião. E essa prática seria revezada com a aula hippie que levaria o aluno para o mundo cultural que se criou para contestar este período de repressão, onde os alunos teriam o contato com as músicas da referida época.
Etapas do projeto
1º e 2ª aula: Aula expositiva sobre o contexto nacional e internacional em que se instaurou o período militar.
3ª aula: Aula militar
4ª aula: Aula hippie
5ª aula: Aula Militar
6ª aula: Aula Hippie
7ª aula: Aula militar
8ª aula: Aula hippie
9ª aula: Criação de um relatório formal sobre a experiência vivida
10ª aula: Criação de um relatório criativo sobre a experiência vivida
11ª aula: Debate dirigido entre as duas turmas
12ª aula: Café da manhã de integração entre as turmas no estilo hippie.
 Hipótese:
A execução deste projeto fará com que os alunos aprendam mais sobre o período militar e com que os mesmos se aproximem mais de seus familiares já que os mesmos serão importantes no processo de desenvolvimento do projeto, já que eles fizeram parte desta história.
O trabalho será desenvolvido de forma interdisciplinar com as disciplinas de Português (análise das músicas) e de Ed. física (prática militar de condicionamento físico).
Professora responsável pelo projeto: Profª. Me. Kate Rigo

sábado, 5 de março de 2011

Professor: penso, logo desisto?

(...)Vocês já pararam para pensar o quanto o médico e o professor são semelhantes: ambos atendem um número incrível de pessoas por dia, ambos tentam entender o aluno/paciente de maneira individualizada, ambos atendem os parentes que só o procuram quando o paciente/aluno estão correndo risco de morte, ambos trabalham em mais de uma instituição no início da carreira; ambos preenchem um série de formulários que servem para registrar o progresso do aluno/paciente, ambos dão remédio (olha a ritalina ai para provar) e o mais importante de todas as semelhanças, ambos tem o poder de salvar ou matar o paciente/aluno.(...)


Este é um breve trecho da peça: Professor: penso, logo desisto?
Ela foi escrita depois de 10 anos de sala de aula, depois de 10 anos observando a sala dos professores e depois de 10 anos observando a fala dos alunos sobre a nossa profissão.
Acredito que esta peça será muito importante para haver um debate sobre a profissão do professor e como queremos ser vistos a partir de agora.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Um menino que anda sozinho

Este texto foi escrito em 1997, ele estava perdido em meus arquivos pessoais e hoje tive a sorte de reencontrá-lo e dividi-lo com vocês!


Um menino que anda sozinho, triste pelo seu caminho. Acorda de manhã cedo para ajudar sua mãe, que até tarde da noite trabalha para sustentar os seus filhos.
O pai desconhece, pois sua mãe é mulher de muitos amores. E para provar o seu amor, de cada homem que amou, um filho gerou. O irmão mais velho já não mora mais com eles, assim o menino que anda sozinho é responsável pelos outros irmãos menores.
Antes de sair de casa, o menino nada come, pois ainda não possui o dinheiro para matar sua fome. Caminha por horas sozinho, para entregar no caminho, a roupa que sua mãe lavou.
Com o dinheiro da entrega, o almoço ele comprou para seus irmãos, que em casa aflitos esperam o seu retorno. Sua mãe, no tanque permanece, para garantir o dinheiro de sua janta.
Menino que anda sozinho, tempo para a escola não possui, pois se for estudar, quem irá entregar a roupa que irá garantir o seu jantar?
Pobre menino que anda sozinho, triste pelo caminho. Massacra sua infância, para garantir a sua sobrevivência, de sua mãe e de seus irmãos que ainda não possuem idade para andarem sozinhos, tristes pelo caminho...
Kate Rigo